Segundo Shostak, se o conflito no Oriente Médio terminar em breve, é pouco provável que a licença seja renovada.
"Eu não descartaria a possibilidade de que, se o bloqueio do estreito de Ormuz continuar, essas sanções sejam atenuadas e prorrogadas por um período mais longo", ressaltou.
Ao mesmo tempo, ele salientou que, nesse caso, as flexibilizações afetarão volumes muito maiores de petróleo russo do que os atuais.
No entanto, o especialista concluiu que o enfraquecimento de sanções contra o petróleo russo pode parar se a guerra no Oriente Médio terminar.
Anteriormente, o Ministério das Finanças dos EUA havia emitido uma licença geral pela qual Washington isentou o petróleo e os derivados russos carregados em navios de suas sanções até 12 de março.
Em março, os preços dos combustíveis subiram drasticamente devido à escalada de tensões no Oriente Médio, que resultou no bloqueio efetivo do estreito de Ormuz e na redução da produção de petróleo em vários países da região.
O estreito de Ormuz continua sendo uma rota fundamental para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) ao mercado mundial a partir dos países do golfo Pérsico, por onde passam cerca de 20% dos fornecimentos mundiais de petróleo, derivados de petróleo e GNL.