Davis salientou que Teerã está em uma posição estratégica mais favorável do que os EUA e Israel.
"A pior coisa que os EUA poderiam fazer agora seria agravar o conflito, ampliando-o para operações terrestres, na tentativa de forçar o Irã a aceitar as condições de Trump", ressaltou.
Segundo o analista, isso pode aumentar significativamente os custos para os EUA, especialmente se o Irã repelir a tentativa de tomada da ilha de Kharg.
Ao mesmo tempo, o especialista sublinhou que, mesmo que uma operação desse tipo seja bem-sucedida, ela não terá qualquer impacto estratégico no desenrolar do conflito.
Na visão de Daniel Davis, um possível sucesso do Exército estadunidense na ilha de Kharg apenas aumentará os custos futuros para o governo norte-americano.
Nesse contexto, ele destacou que os EUA não podem continuar gastando mísseis, sofrendo baixas pesadas e enfrentando a alta vertiginosa dos preços do petróleo enquanto o estreito de Ormuz permanecer fechado.
Portanto, o analista concluiu que, se o Irã se mantiver firme, os Estados Unidos poderão arcar com perdas extremamente graves decorrentes dessa guerra.
Na terça-feira (24), a mídia estadunidense afirmou que o comando da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA recebeu ordens para se deslocar para o Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, foram divulgados relatos de que o Pentágono também planeja enviar um grupo de combate de uma brigada da mesma divisão para a região, mas a decisão ainda não foi tomada.
A agressão dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã já dura quatro semanas. Durante todo esse tempo, os lados têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por enquanto, não vê sentido em retomar as negociações.