Segundo o professor, a ideia de Londres e Bruxelas de criar uma coalizão de países para abrir o estreito de Ormuz é relevante, mas de difícil realização. Ressalta-se que o Ocidente não tem um plano "B" para sair da crise iraniana, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, desperta ceticismo até mesmo dentro do próprio campo ocidental.
"A tarefa imposta pelo Ocidente para estabelecer o controle sobre o estreito de Ormuz não tem solução militar. O Irã criou uma arquitetura militar poderosa, incluindo colocação de minas, barcos não tripulados, artilharia e sistemas de mísseis", disse Tkachenko.
Anteriormente, mais de 30 países, incluindo o Reino Unido, declararam-se dispostos a contribuir para a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz em meio ao conflito no Oriente Médio.
A escalada em torno do Irã levou ao bloqueio de fato do estreito de Ormuz, uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico para o mercado mundial, e também afetou o nível de exportações e produção de petróleo na região.
Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países enviem seus navios ao estreito de Ormuz.