"Autorizamos a passagem pelo estreito de Ormuz para China, Rússia, Índia, Paquistão e Iraque, bem como para outros Estados que consideramos amigos", disse o ministro, citado pelo canal libanês Al Mayadeen. O chanceler acrescentou que Teerã não vê motivos para permitir a passagem de "navios inimigos".
Na última terça (24), o Irã enviou uma carta aos membros da Organização Marítima Internacional (OMI) informando sobre os procedimentos estabelecidos para a passagem de embarcações na região, informou o jornal Financial Times.
Na carta, a chancelaria afirma que permitirá a passagem de "embarcações não hostis" pelo estreito apenas "em coordenação com as autoridades iranianas".
"O Irã adotou medidas necessárias e proporcionais para impedir que agressores e seus apoiadores explorem o estreito de Ormuz para avançar em operações hostis contra o país", diz o documento, citado pelo veículo.
Embarcações vinculadas aos Estados Unidos, a Israel ou a "outros participantes da agressão" não têm direito a "passagem".
Diante dos efeitos do fechamento de uma das principais rotas marítimas do mundo, Washington entregou a Teerã um plano de 15 pontos para encerrar o conflito no Oriente Médio. O documento aborda questões-chave de segurança, além da restauração da segurança das rotas marítimas, — particularmente no estreito, cujo bloqueio levou a interrupções no fornecimento de energia e ao aumento acentuado nos preços globais do petróleo e do gás.