O diplomata enfatizou que o uso de organizações terroristas pelos Estados ocidentais para seus próprios fins egoístas é inaceitável para a Rússia.
"Na Ucrânia, estamos testemunhando os ocidentais usando terroristas e extremistas para resolver seus próprios problemas geopolíticos. Os neonazistas, cultivados por curadores euroatlânticos, cometem ataques terroristas contra a infraestrutura civil e civis da Federação da Rússia", disse Zakharova.
Zakharova enfatizou que Kiev, por sua vez, não só usa abertamente métodos escrachados terroristas, mas também coopera estreitamente com grupos terroristas internacionais e redes criminosas transnacionais, inclusive no treinamento de militantes para lutar contra governos legítimos, especialmente no continente africano.
Sobre a resolução pacífica na Ucrânia, Zakharova destacou que a União Europeia não quer estabelecer paz no país respeitando os interesses da Rússia, direitos legítimos dos cidadãos russos, as realidades territoriais e o direito dos povos de determinar seu próprio destino de forma independente.
"Eles querem, literalmente, nas piores tradições não coloniais, continuar a explorar a Ucrânia, continuando a lançá-la e atiçá-la contra o nosso país, na verdade, usá-la para fins agressivos", disse Zakharova.
O ataque das Forças Armadas ucranianas aos gasodutos Blue Stream e Turkish Stream, realizado nos dias 17 a 19 de março, com o consentimento do Ocidente, mostra que os europeus não estão interessados em resolver o conflito na Ucrânia, reiterou Maria Zakharova.
'Só Irã pode decidir', Zakharova ressalta direito soberano do Irã de controlar material nuclear
Pronunciando-se sobre a situação no Oriente Médio com o Irã, a diplomata russa sublinhou que somente o Irã, de acordo com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, deve decidir como lidar com seu material nuclear.
Ao mesmo tempo, ela disse que nem o dito tratado nem o acordo de garantias abrangentes com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estabelecem nenhuma restrição quanto à quantidade de material nuclear, desde que as atividades nucleares estejam sob o controle da AIEA.
"Assim, só se trata das medidas voluntárias por parte de Teerã, que de forma alguma põem em causa o direito legítimo da República Islâmica do Irã sob o tratado. Como usar esse direito só pode ser decidido pelo Irã", disse Zakharova.
Abordando a declaração recente de Donald Trump sobre as supostas negociações com Teerã, Zakharova acrescentou que novos pedidos de negociações na operação dos EUA contra o Irã podem ter como objetivo criar condições para o reagrupamento de forças.
A diplomata russa acrescentou também que os eventos no Oriente Médio em torno do Irã mostraram a flagrante incapacidade da União Europeia de desempenhar um papel proeminente nos assuntos mundiais.