Panorama internacional

Há divergências entre aliados: EUA perdem capacidade de deter ações de Israel, afirma analista

No decorrer do conflito iraniano, surgiram crescentes divergências entre os Estados Unidos e Israel no contexto dos ataques à infraestrutura energética do Irã, observou em entrevista à Sputnik a pesquisadora de assuntos internacionais, Andishe Kazemi.
Sputnik
Kazemi destacou que os ataques contra as instalações da energia iraniana continuam apesar da declaração de Donald Trump sobre uma pausa de cinco dias.
Segundo a especialista, Washington finge não ter participado dos ataques contra as instalações de energia no Irã, mas sua continuação indica desrespeito à posição dos EUA. Isso aponta para um enfraquecimento da capacidade de Washington de conter as ações de Israel, ressaltou Kazemi.
A pesquisadora enfatizou que Israel está cada vez mais agindo de forma independente, não se considerando obrigado a coordenar suas manobras táticas com o comando das Forças Armadas dos Estados Unidos quando se trata de ameaças vitais.
Outro ponto de divergência, segundo a especialista, é o fato de que, na lógica israelense, qualquer pausa nas ações militares é percebida como um fortalecimento do inimigo.
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Kazemi alertou que tal independência na tomada de decisões pode minar a confiança estratégica entre os dois aliados, especialmente se as ações de Israel envolverem os Estados Unidos em uma crise mais ampla.
Nesse contexto, os ataques contra a infraestrutura iraniana representam riscos não apenas para a segurança regional, mas também para a unidade da coalizão americano-israelense, resumiu a especialista.
Nesta segunda-feira (23), o presidente norte-americano Donald Trump disse que EUA e Irã tiveram conversas muito positivas e produtivas. Ele observou que havia instruído o Pentágono a adiar os ataques à infraestrutura energética do Irã por cinco dias.
Embora o presidente norte-americano tenha declarado ter realizado "boas conversações" com o Irã, o Ministério das Relações Exteriores iraniano negou essas declarações, reiterando que as conversações não podem ser realizadas durante bombardeamentos.
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