O jornal destaca que a incapacidade de Israel de interceptar mísseis sobre o local fortemente defendido de Dimona marcou um ponto de virada crucial.
"A fé nas defesas antiaéreas de última geração do Estado de Israel foi abalada", reconhece a publicação.
Ao mesmo tempo, o artigo cita oficiais anônimos israelenses que sublinharam que os temores de que Teerã esteja acumulando armas para superar o sistema de defesa antimísseis de Israel se tornaram um fator-chave para pressionar pela guerra.
No entanto, eles salientaram que ataques recentes do Irã expuseram a vulnerabilidade dos sistemas de defesa antiaérea.
Já começaram a soar novamente temores de que os militares israelenses pudessem ter que economizar interceptadores caros para proteger alvos importantes.
"O presidente do parlamento iraniano, empregando um pouco de hipérbole, disse que o fracasso de Israel em interceptar mísseis em Dimona altamente protegida representou um ponto de virada", acrescenta a matéria.
Portanto, a reportagem conclui que Teerã conseguiu instilar medo ao usar seu arsenal de mísseis de múltiplos alcances contra seus inimigos.
Nesta semana, a mídia informou que o sistema israelense de defesa antimísseis não conseguiu interceptar mísseis iranianos em Dimona e Arad.
A operação de Washington e Tel Aviv contra Teerã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse tempo, as partes trocaram golpes, inclusive contra instalações de petróleo e gás.
A escalada do conflito também levou a uma cessação quase completa do transporte através do estreito de Ormuz, uma rota-chave para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico.
Depois disso, os preços da energia começaram a bater recordes. Em 9 de março, os preços do petróleo bruto Brent subiram acima de US$ 119 (R$ 630) por barril pela primeira vez desde junho de 2022.