Candidato único, ele foi eleito com 45 votos, de um total de 70, para assumir interinamente o governo do estado e teria até 30 dias para convocar uma eleição indireta para definir o novo governador, que ocupa a cadeira até o fim de 2026. Pela manhã, o presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), cancelou, de última hora, a reunião do colégio de líderes e convocou uma sessão extraordinária.
A votação ocorreu sob boicote da oposição que decidiu não registrar presença em protesto. O argumento é que o pleito não pode ser realizado antes que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fizesse a retotalização de votos para deputado estadual.
Com a cassação do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, os 97.822 mil votos obtidos por ele são anulados, o que força um novo cálculo para redefinir a distribuição de cadeiras no Legislativo fluminense, alterando a composição da ALERJ.
O PSD e o PDT ingressaram com mandados de segurança para invalidar a eleição. A desembargadora Suely Lopes Magalhães, então, julgou irregular o pleito, que só deveria ocorrer, segundo ela, após a retotalização.
Bacellar e Claúdio Castro, ex-governador do Rio, foram condenados ontem (25) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, no escândalo da "folha secreta de pagamento". O parlamentar estava licenciado da ALERJ desde 10 de dezembro passado.
Anteriormente, o ex-presidente da Assembleia Legislativa tinha chegado a ficar uma semana preso, por outro caso, envolvendo o favorecimento do então deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, acusado de manter ligações com a facção Comando Vermelho (CV). Eles se valeram dos cargos para obstruir a Justiça e proteger interesses ligados à facção criminosa.