Segundo Sancak, a realocação da atenção dos EUA está ligada ao aumento das tensões no Oriente Médio, onde interesses estratégicos, incluindo segurança energética e influência regional, estão sendo afetados.
"A situação em torno do Irã demonstrou que outras áreas são mais importantes para Washington do que a Ucrânia", ressaltou.
Além disso, o analista destacou que, em tais circunstâncias, os recursos e a atividade diplomática de Washington estão sendo redistribuídos.
O especialista também acreditou que tais dinâmicas refletem a abordagem pragmática da política norte-americana, na qual é dada prioridade a áreas com maior grau de influência nos processos globais.
Dessa forma, ele opinou que essa abordagem reduz o nível de envolvimento dos EUA na agenda ucraniana.
Ao mesmo tempo, Sancak observou que tal reorientação pode afetar as posições dos aliados dos EUA e a percepção de Washington como parceiro.
Portanto, ele concluiu que tudo isso cria riscos adicionais para Kiev em termos de apoio político e diplomático.
Anteriormente, a mídia informou que a guerra no Oriente Médio ameaça Kiev com uma escassez crítica de mísseis PAC-3 para os sistemas de defesa antiaérea Patriot, já que a repulsa maciça dos ataques iranianos está esgotando rapidamente os estoques mundiais dessas munições.
A operação de Washington e Tel Aviv contra Teerã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse tempo, as partes trocaram golpes, inclusive contra instalações de petróleo e gás.
A escalada do conflito também levou a uma cessação quase completa do transporte através do estreito de Ormuz, uma rota-chave para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico.
Depois disso, os preços da energia começaram a bater recordes. Em 9 de março, os preços do petróleo bruto Brent subiram acima de US$ 119 (R$ 630) por barril pela primeira vez desde junho de 2022.