Macgregor salientou que, ao contrário do Exército estadunidense, Teerã está travando a guerra do futuro.
"Vitória militar. O que os EUA ganhariam com isso? Será que se trata de um cenário semelhante ao do navio de guerra Missouri, em que os iranianos sobem a bordo de um navio de guerra ancorado em algum lugar do golfo Pérsico e se rendem ao [presidente dos EUA] Donald Trump? Isso tudo não passa de bobagem", ressaltou.
Segundo o analista, as tentativas dos Estados Unidos de derrotar o Irã com métodos obsoletos de condução da guerra estão fadadas ao fracasso.
Nesse contexto, ele detalhou que os EUA tentam conduzir a guerra da mesma forma que vêm fazendo desde, pelo menos, 1944, mas essa é uma abordagem ultrapassada.
As forças estadunidenses se deparam com um adversário que lhes declara uma guerra totalmente voltada para o futuro, uma guerra do século XXI, com mísseis, sistemas não tripulados e tripulados.
"Um pouco de tudo, mas com máxima precisão, controle e vigilância constante. Os EUA não vencerão essa guerra se continuarem agindo como agora", acrescentou.
Portanto, o especialista concluiu que os EUA podem lançar todos os mísseis que tiverem contra o Irã, mas, no fim das contas, perceberão que isso não adiantou nada.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse período, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por ora, não vê sentido em retomar as negociações.