O conteúdo, que simula agressões brutais como socos e esfaqueamentos em resposta à rejeição feminina, não é fato isolado, mas sintoma visível de movimentos transnacionais de extrema-direita e grupos masculinistas presentes nas redes sociais, que por sua vez pregam o isolamento social masculino e a submissão das mulheres. Por que discursos de ódio mascarados de "humor" ou "estilo de vida" estão ganhando tanto terreno entre jovens brasileiros? Para discutir os impactos sociais que esse tipo de comportamento evidencia, Thaiana de Oliveira e Rafael Costa recebem Debora Piccirillo, socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP); e Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e referência no estudo de misoginia, cultura incel (do inglês, "celibatários involuntários") e red pills no Brasil — movimento que considera o feminismo uma conspiração para subjugar homens. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.