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PF volta a prender Rodrigo Bacellar por determinação do STF

O ex-deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) voltou a ser preso nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal (PF).
Sputnik
O mandado foi expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e relator do processo contra Bacellar, que também determinou busca e apreensão.
De acordo com o jornal O Globo, ele foi detido em casa, no município de Teresópolis, região serrana do estado fluminense, e levado para o presídio de Benfica, no Rio de Janeiro.
Bacellar cujo mandato foi cassado nesta quarta-feira (25) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido a crimes de abuso de poder e corrupção pelo mesmo motivo que resultou na perda de mandato e inegibilidade do ex-governador Cláudio Castro.
Moraes baseou-se na garantia da ordem pública para a nova prisão de Bacellar, agora sem mandato, diante da influência do investigado diante de "relevantes indícios de ações possivelmente coordenadas e estruturadas cuja finalidade é a obstrução de investigações".
As investigações que incriminaram o ex-parlamentar fazem parte da Operação Unha e Carne, no âmbito Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635/RJ, a ADPF das Favelas, ação judicial do controle concentrado de constitucionalidade . De acordo com a PF, Bacellar participou de organização criminosa, atuou para prejudicar investigações e vazou informações sigilosas.
Por meio de nota, a defesa de Bacellar disse desconhecer "completamente os motivos da nova prisão" que chamou de indevida e desnecessária, pois Bacellar, que estava com tornozeleira eletrônica, cumpria "fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas". Afirmou que irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada a decisão.
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Bacellar está licenciado da Alerj desde 10 de dezembro passado. Ele ficou uma semana preso em dezembro por suspeita de vazar informações sobra a operação da Polícia Federal (PF). A medida não alterou o comando da Alerj, que segue provisoriamente nas mãos do vice, Guilherme Delaroli (PL).
Em 8 de dezembro, a Alerj formou maioria para derrubar a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do presidente da Casa. Na época, Moraes substituiu a prisão por medidas cautelares, incluindo o afastamento da Presidência Casa legislativa, recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira eletrônica.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, em 16 de março, Bacellar, o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, e o desembargador Macário Júdice Neto por obstrução de investigação da PF sobre o Comando Vermelho (CV).
Tanto Bacellar como TH joias usaram os cargos públicos para obstruir a Justiça e proteger interesses ligados à facção criminosa, segundo a denúncia.
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