A escalada do conflito no Oriente Médio praticamente parou o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, uma importante rota de abastecimento de petróleo e GNL dos países do golfo Pérsico, o que fez com que os preços da energia aumentassem na maioria dos países.
"A situação é muito tensa, em uma semana, deveríamos receber novos suprimentos de gás natural liquefeito do Catar no porto de Roterdã, mas eles não chegarão. Até agora, os estoques nos reservatórios foram estendidos ao máximo, mas com a interrupção do transporte marítimo no estreito de Ormuz, a União Europeia enfrenta uma enorme crise energética", afirmou.
Niemeyer observou que a crise está chegando com atraso, pois navios com combustível já no mar antes do início do conflito envolvendo o Irã chegaram nas últimas semanas aos portos da UE. Em alguns países do bloco, a escassez de combustível já está surgindo, por exemplo, nas áreas fronteiriças da República Tcheca com a Alemanha, os postos de gasolina têm estado vazios, acrescentou o político.
"Na União Europeia, veremos a crise aguda no máximo em algumas semanas, quando a escassez de fornecimento de energia se concretizar", acredita o especialista acredita o especialista.