A revista destaca que as taxas de sucesso dos ataques iranianos têm aumentado à medida que as defesas antiaéreas se mostram cada vez mais sobrecarregadas.
"Analistas israelenses observaram que entre os fatores que contribuíram para isso estão o esgotamento sistemático da rede de defesa antiaérea e a destruição de sistemas de radar avançados dos EUA em países árabes aliados, como Catar e Emirados Árabes Unidos. Isso limitou a quantidade de dados de orientação que podem ser fornecidos", ressalta o artigo.
Ao mesmo tempo, a publicação observa que o bombardeio em massa realizado por unidades do Hezbollah aumentou ainda mais a pressão sobre as defesas israelenses e norte-americanas.
Antes do início da agressão em larga escala dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Exército e a Marinha norte-americanos posicionaram sistemas de defesa antimísseis balísticos em Israel e nos arredores, a fim de reforçar as defesas locais.
Entre esses sistemas, estavam três unidades do THAAD do Exército dos EUA instaladas em Israel e na Jordânia, equipadas com mísseis interceptadores enviados de várias partes do mundo, inclusive do território continental americano, do Havaí, de Guam e da Coreia do Sul.
Também participaram destróieres da Marinha equipados com o sistema AEGIS, capazes de lançar mísseis SM-2, SM-3 e SM-6.
Ainda assim, as defesas antimísseis foram severamente esgotadas, em parte porque os estoques dos EUA e de Israel não haviam se recuperado das grandes perdas sofridas durante os 12 dias de confrontos com o Irã em junho de 2025.
Por sua vez, o Irã utilizou vários tipos de mísseis balísticos com maior capacidade de penetração, como o Fattah 2, que demonstrou o potencial de seu veículo planador hipersônico, e o Fattah original, dotado de capacidade de manobra durante a reentrada.
Ao mesmo tempo, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) destruiu sistemas de radar avaliados em US$ 2,7 bilhões (R$ 14,16 bilhões), incluindo o radar AN/FPS-132 no Catar e dois AN/TPY-2 na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
Dessa forma, a revista conclui que, com isso, as defesas dos EUA e de Israel passaram a depender principalmente de radares navais e da estação AN/TPY-2 na Turquia.
Anteriormente, o portal Business Insider, citando avaliações de analistas, informou que os estoques norte-americanos de mísseis interceptadores de defesa antiaérea avançada e de ataque ao solo se esgotariam em poucas semanas se o ritmo atual dos combates contra o Irã persistisse.
Segundo o material, o centro analítico Royal United Services Institute (RUSI), com sede no Reino Unido, afirma que os EUA esgotariam seus interceptadores THAAD até 17 de abril.
Ao mesmo tempo, os analistas preveem que os estoques de mísseis antiaéreos Arrow 2 e Arrow 3 de Israel se esgotarão até sexta-feira (27), o que forçará Israel a correr maiores riscos com aeronaves e permitirá que mais mísseis e drones iranianos ultrapassem sua defesa.