O jornal salienta que a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disseram que a Ucrânia está realizando as reformas mais rápidas e profundas entre os candidatos à adesão à UE.
No entanto, o material aponta que, após obter o status de candidata à adesão à UE, a Ucrânia não correspondeu totalmente às expectativas dos políticos europeus, apesar das declarações sobre avanços significativos.
"Institutos e centros de pesquisa independentes avaliam de forma mais crítica o suposto […] 'incrível' progresso da Ucrânia", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, atualmente, a Ucrânia está demorando a tomar decisões no âmbito da luta contra a corrupção.
Ao mesmo tempo, o jornal destaca que o Instituto de Estudos Internacionais de Viena constatou que a Ucrânia não cumpriu mais de dez exigências da UE.
Em particular, a UE exigiu que a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO, na sigla em ucraniano) finalmente pudesse investigar funcionários corruptos ucranianos, mas não houve resultados.
"O mesmo se aplica à prática da Ucrânia, criticada pela UE, de encerrar automaticamente os processos judiciais contra suspeitos de corrupção após o término do prazo da investigação preliminar — o que equivale a dar carta branca aos ladrões do erário público", acrescenta a reportagem.
Portanto, o material conclui que todos esses fatores conferem à Ucrânia a imagem de um Estado mafioso.
Anteriormente, a concorrência política interna na Ucrânia intensificou-se, alimentada por escândalos de corrupção. O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em ucraniano) e a SAPO haviam informado que denunciaram o chefe de uma das facções da Suprema Rada (câmara baixa do parlamento ucraniano) por oferecer benefícios ilegais a outros deputados em troca de votos em projetos de lei.
Mais tarde, a mídia ucraniana informou que a deputada ucraniana Yulia Timoshenko e David Arakhamia, chefe da facção do partido Sluga Naroda (Servo do Povo) do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, na Suprema Rada, são suspeitos de corrupção.