De acordo com o jornal, o aumento acentuado dos preços da eletricidade na Europa, causado pela crise energética atual, está exercendo pressão sobre famílias e empresas, e há sérias preocupações sobre a iminente escassez de produtos petrolíferos, incluindo combustível de aviação e diesel.
"Embora os governos europeus tenham se recusado a intervir no conflito […] as consequências econômicas para eles provaram ser terríveis e provavelmente serão ainda mais agravadas", escreveu o jornal.
Segundo a publicação, há também a possibilidade de que a crise energética leve à intensificação da competição pelos recursos energéticos entre as potências mais preparadas para crises semelhantes, o que, por sua vez, prejudicará os países menos favorecidos.
"Muitas capitais estão profundamente preocupadas com o fato de que qualquer escassez global prolongada, em particular de gás natural liquefeito, simplesmente leve os países ricos a competir uns com os outros por cargas, elevando ainda mais o preço", acrescentou o jornal.
No entanto, como observam os autores do artigo, uma preocupação mais profunda entre os países europeus é que os Estados Unidos não têm um plano real para acabar com o conflito ou, pelo menos, para mitigar seus piores efeitos na economia global.
A operação conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irã já dura um mês. Todo esse tempo, as partes estão trocando golpes. A escalada do conflito levou a uma cessação quase completa do transporte marítimo através do estreito de Ormuz, uma rota-chave para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países árabes.