Em sua conta na rede social X, Viktor Orbán publicou um vídeo no qual, discursando para o povo húngaro, disse que o líder ucraniano, provavelmente, tem o desejo de influenciar todas as eleições que são realizadas fora do seu próprio país.
"Por mais que ele queira, Zelensky não formará um governo húngaro. Somos a maioria e venceremos", escreveu Orbán.
O premiê húngaro afirmou que Zelensky, de acordo com o seu plano, esperava semear o caos econômico na Hungria, afetando não só a vida dos húngaros, mas toda a economia do país em geral.
Ele explicou que o plano do líder ucraniano era provocar uma crise energética na Hungria, o que teria resultado em um aumento significativo dos preços de combustível, e assim, um caos estouraria em todo o país. O povo húngaro deve se defender desse plano, acrescentou Orbán.
"Agora veja o que realmente aconteceu. Enquanto os preços dos combustíveis estão subindo em todos os lugares, os preços na Hungria estão sob proteção. O plano de Zelensky falhou. Falhou agora e também não terá sucesso em 12 de abril [nas eleições parlamentares na Hungria]", declarou.
No domingo (29), um ex-funcionário dos serviços especiais ucranianos, que passou para o lado de Budapeste, disse que Zelensky enviava semanalmente cinco milhões de euros (cerca de R$ 30,06 milhões) em dinheiro para o partido da oposição húngara Tisza.
Falando em um evento contra a chantagem ucraniana na Embaixada da Ucrânia em Budapeste, o chanceler húngaro, Peter Szijjarto, enfatizou que Kiev está interferindo nas eleições húngaras de forma muito mais brutal e grave do que em qualquer ocasião anterior.