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Mídia: BRICS impulsiona mercado de títulos da China e atrai emergentes com financiamento em yuan

Mercado de títulos da China ganha força como alternativa barata e estável para financiar projetos em economias emergentes, enquanto o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) do BRICS amplia emissões em yuan e aponta o país como futuro pilar do financiamento em moeda local.
Sputnik
O mercado de títulos onshore da China, impulsionado por ampla liquidez e pela estabilidade do yuan, vem se consolidando como uma alternativa de financiamento cada vez mais atraente para economias em desenvolvimento, segundo o NBD, o banco do BRICS. A instituição destaca que os custos de empréstimo no país estão entre os mais baixos do mundo.

Falando à Bloomberg, o diretor-geral de tesouraria do NBD, Zhongxia Jin, afirmou que o mercado chinês não deve ser visto apenas como uma fonte de capital barato, mas como um pilar emergente do financiamento em moeda local.

Ele argumenta que emissões denominadas em yuan oferecem proteção natural para projetos em países do Sul Global, reduzindo riscos cambiais e favorecendo iniciativas de longo prazo, como a transição verde.
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Essa visão se alinha ao esforço de Pequim para ampliar o papel internacional do yuan e fortalecer sua presença na arquitetura financeira global.
Jin afirma que o mercado de títulos chinês deixou de ser uma classe alternativa e caminha para se tornar um componente central do sistema financeiro, sustentado por custos competitivos e estabilidade cambial. O NBD tem ampliado sua atuação nesse mercado.

Em 2023, a instituição vendeu cinco títulos denominados em yuan, somando 25 bilhões de yuans (cerca de R$ 18,98 bilhões) — seu maior volume anual desde que passou a emitir no país, em 2016. No fim do ano, o banco estendeu pela primeira vez o prazo de vencimento de seus títulos panda para dez anos, reforçando a busca por financiamento de longo prazo.

A expansão das emissões reflete tanto o apetite crescente por instrumentos em moeda chinesa quanto a estratégia do banco de diversificar fontes de financiamento para projetos em mercados emergentes, beneficiando especialmente países da Ásia e da América Latina.
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