Segundo ele, os Estados Unidos assumiram que, desde os primeiros dias da guerra, seriam capazes de provocar uma "mudança de regime", removendo o líder supremo e vários outros líderes iranianos.
"E Washington esperava que, depois disso, todos os 'ossos de dominó' do governo iraniano começassem a entrar em colapso, o povo tomaria as ruas e o trabalho estaria feito. Foi exatamente nisso que apostou", escreveu Pushkov.
O senador salientou que agora o cenário para os Estados Unidos vai mudar. Em sua opinião, os Estados Unidos podem declarar que a mudança de regime do Irã ocorreu, apesar da situação das coisas real, e continuar causando o máximo dano ao potencial militar do Irã.
"[Depois disso, os Estados Unidos podem] possivelmente capturar várias ilhas iranianas no golfo Pérsico para demonstrar força e criar uma imagem da 'vitória' norte-americana. Declarar vitória sobre o Irã e cessar as operações militares, deixando outros países lidarem com o estreito de Ormuz", acrescentou o político.
O parlamentar observou que esse cenário está alinhado com as últimas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, especialmente com o julgamento do republicano de que tudo isso levará mais duas ou três semanas.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, com vítimas civis relatadas. O Irã está realizando ataques retaliatórios a território israelense, bem como a instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.
No primeiro dia do conflito, uma escola para meninas no sul do Irã foi atingida e o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto.