Segundo Leonkov, o lado estadunidense quer reformular o formato de cooperação militar com os países da União Europeia (UE).
"Trump não deseja permanecer aliado a quem é fraco e não o ajuda. Ele precisa de aliados fortes, mas em condições nas quais ele é o comandante e todos os outros se submetem a ele. É para isso que tudo está caminhando agora", ressaltou.
Na avaliação do especialista, Trump quer que o antigo sistema de cooperação militar e tecnológica com a UE desapareça e que, em seu lugar, renasça um novo sistema, o que soa como um réquiem para a Europa atual e seus governantes.
Por sua vez, para aquela Europa representada por políticos às vezes chamados de 'pró-americanos', esta é uma chance de subsistir num mundo em constante mudança.
Nesse contexto, Leonkov observou que, se os governos paralelos ou certos círculos de poder, que não se revelam ao público, ouvirem esse sinal, substituirão todos esses políticos por outros que aceitem cooperar com os EUA sob novas condições.
"Isso será uma resposta ao sinal que Trump está enviando e ao fato de que a aliança entre os EUA e a UE será revista sob novos termos. Caso contrário, se a Europa não sair do impasse em que se encontra, haverá mudanças tectônicas no continente", detalhou.
Dessa forma, ele concluiu que, com base nos princípios da aliança, os EUA irão colaborar com determinados países europeus que captaram esses sinais.
Anteriormente, Trump afirmou que está considerando seriamente a saída dos Estados Unidos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), após a recusa da aliança em ajudar na operação contra o Irã.
Ele também declarou que sempre considerou a OTAN um "tigre de papel" e observou que a liderança russa também estava ciente disso.