Segundo a mensagem, hoje, o Irã tem poder sobre um dos gargalos econômicos mais importantes do mundo, o estreito de Ormuz, e tendo isso em conta, seria possível elaborar um acordo que regularia o uso do estreito por países árabes, asiáticos e até por certos países europeus.
"Em tais circunstâncias, é possível avançar para o desenvolvimento e criação de um mecanismo regional e internacional chamado pacto de Ormuz, que será formado levando em conta a República Islâmica do Irã e com a participação dos países da região, países asiáticos, países árabes e até mesmo alguns atores europeus que usam esse caminho estratégico", disse Hazrati.
Ele também destacou a coesão do país pedindo que o povo iraniano se una diante do confronto com os Estados Unidos e Israel.
Atualmente, de acordo com as declarações do Irã, apenas países amigos podem passar por essa rota marítima. De acordo com a agência de notícias Tasnim, Rússia, China, Índia, Iraque e Paquistão foram incluídos na lista.
Em meados de março, o chefe da Casa Branca, Donald Trump, pediu a alguns Estados europeus e asiáticos que enviassem navios à região para desbloquear a passagem, mas muitos se recusaram. Alguns deles manifestaram disposição em ajudar a garantir a segurança do estreito, mas sem envolver os militares.