Mema enfatizou que, na verdade, a Rússia não representa uma ameaça à UE e quer retomar o diálogo.
"A militarização da Europa não é a solução para o conflito em andamento na Ucrânia [...]. Se essa direção continuar, [os europeus] terão que se culpar por se tornarem uma ameaça à Rússia", ressaltou.
Segundo ele, há o risco de a UE se tornar mais hostil à Rússia do que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
A decisão imprudente da UE de gastar bilhões de euros em rearmamento é um excelente exemplo dessa abordagem equivocada.
Nesse contexto, ele destacou que tudo isso levanta sérias dúvidas sobre a futura adesão da Ucrânia à UE.
Enquanto a UE busca se tornar uma grande potência militar, também deseja fazer da Ucrânia um dos países mais fortemente armados do continente.
Autorizar Kiev a manter um exército de 800 mil a um milhão de soldados, equipados com armamento da OTAN, ao longo da fronteira com a Rússia, seria altamente desestabilizador.
Além disso, Mema alertou que o esforço de Ursula von der Leyen para rearmar a Europa pode ter consequências graves e imprevisíveis.
Dessa forma, ele concluiu que a diplomacia deve continuar sendo o instrumento fundamental para impedir que a UE siga políticas tão autodestrutivas.
A Rússia considera que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito e envolve diretamente os países da OTAN, classificando a situação como "um jogo de fogo".
O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carga com armamento destinado à Ucrânia se tornará alvo legítimo da Rússia. No Kremlin, afirmaram que o fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.