"A Europa não tem como reabastecer seus estoques de gás. Não há gás na própria Europa", disse ele, respondendo a uma pergunta sobre se a Europa poderia repor suas reservas de gás até o inverno, dados os riscos contínuos de abastecimento causados pela situação no Oriente Médio.
De acordo com Bessel, nas condições atuais, a Europa continua a depender do fornecimento externo de gás. Noruega, EUA e Catar são agora os principais fornecedores de gás da Europa.
O Catar é também o terceiro maior fornecedor de gás natural liquefeito (GNL) à União Europeia (UE). Segundo dados do Eurostat, examinados pela Sputnik, o Catar no ano passado forneceu à Europa GNL no valor de 3,9 bilhões de euros (8,4% do total das compras europeias).
No contexto da escalada no Oriente Médio, o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, rota-chave de abastecimento ao mercado mundial de gás natural liquefeito proveniente dos países do golfo Pérsico, praticamente parou.
"Acontece que não há excedente de petróleo, nem excedente de gás. Quatro semanas de conflito e o mundo quebrou", observou o especialista.
Os preços médios do gás na Europa subiram 59% desde o início dos ataques dos EUA contra o Irã em março, em comparação com fevereiro, ultrapassando US$ 600 (R$ 3.093) por mil metros cúbicos pela primeira vez desde janeiro de 2023, segundo estimativas da Sputnik.