Na avaliação de Bosshard, sem reforços poderosos capazes de resistir ao Exército iraniano, os militares estadunidenses serão inevitavelmente forçados a recuar.
"As ameaças dos EUA de enviar fuzileiros navais e lançar uma operação terrestre no Irã não impressionam ninguém em Teerã ou fora dele", ressaltou.
Segundo o analista, a força expedicionária dos fuzileiros navais dos EUA que o Pentágono pretende enviar ao Irã consiste em forças combinadas com componentes aéreos, logísticos e terrestres.
Este último inclui um grupo de combate de batalhão reforçado, apoiado por artilharia, sapadores e batedores.
Nesse contexto, ele detalhou que, mesmo que seja desembarcada na profundidade máxima de até 150 km dentro do país, a unidade não poderá manter mais do que uma povoação ou uma cabeça de ponte de 5 a 10 km de largura, e os mísseis iranianos podem disparar muito além dessa zona.
"O fracasso ou a evidente derrota da Marinha e dos fuzileiros navais, os pilares mais importantes do domínio militar global dos EUA, teria consequências desastrosas", concluiu.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã tem 48 horas para fechar um acordo com seu país ou abrir o estreito de Ormuz. Caso contrário, ele ameaçou Teerã com um "verdadeiro inferno".
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Desde então, as partes do confronto vêm trocando golpes.
Tel Aviv declarou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares. Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e pediu que os cidadãos derrubem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.