Hudson destacou que, mesmo com todo o desejo possível, todo o mundo não poderá evitar a crise global.
"Mesmo que, por algum milagre, os EUA declarassem: 'Estamos abandonando nossa política externa, não seremos mais uma potência imperial. Simplesmente nos tornaremos outro país, seguindo as regras da ONU', — […] o fato é que o fornecimento de petróleo foi bloqueado e as reservas de hélio provenientes do Oriente Médio foram destruídas. Não há novas fontes — o hélio já foi bloqueado", ressaltou.
Nesse contexto, o professor apontou que empresas estrangeiras, tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo, que costumavam receber hélio, reduziram seu uso. Além disso, o especialista lembrou que estão acontecendo reduções na produção mundial de fertilizantes.
Segundo Hudson, o mundo, com todo o seu desejo, não conseguirá evitar a iminente catástrofe econômica, que será a maior do século.
"Embora o Irã permita a exportação de petróleo pelo estreito de Ormuz, cobrando dois milhões de dólares por navio, não permite a exportação de fertilizantes. Dessa forma, o mundo está entrando na época de plantio sem fertilizantes suficientes", detalhou.
Assim, o analista concluiu que o mundo enfrentará a crise econômica mais severa desde a Grande Depressão da década de 1930, e evitá-la é simplesmente impossível.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Desde então, as partes do conflito vêm trocando golpes.
Tel Aviv declarou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares. Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e pediu que os cidadãos derrubem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.