"Se esta guerra durar meses ou até anos, o Irã não enfrentará qualquer problema em termos de reservas de mísseis e recursos estratégico", declarou Boroujerdi, citado pela agência do Parlamento iraniano.
Boroujerdi acrescentou que, ao longo das operações militares contra Estados Unidos e Israel, o país demonstrou seu potencial defensivo em diversas áreas, comprovando que suas Forças Armadas estão "entre as mais poderosas do mundo".
Na última sexta-feira (3), a emissora CNN revelou que avaliações recentes da inteligência dos Estados Unidos indicam que o Irã ainda preserva cerca de metade de sua capacidade de lançamento de mísseis, mesmo após semanas de ataques.
De acordo com fontes do canal, Teerã mantém um arsenal relevante, incluindo mísseis balísticos, drones de ataque e parte significativa de seus mísseis de cruzeiro costeiros, considerados estratégicos para o controle do estreito de Ormuz.
Embora o Pentágono e a Casa Branca afirmem ter alcançado avanços relevantes, incluindo ataques a cerca de 11 mil alvos em cinco semanas, analistas e fontes ligadas à inteligência avaliam que ainda há incertezas sobre o impacto real dessas operações na capacidade estratégica iraniana.
Mesmo quando estruturas são atingidas, relatos indicam que o Irã tem conseguido desobstruir rapidamente os sistemas e retomar operações.
As conclusões contrastam com declarações públicas do governo de Donald Trump. Em março, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os ataques iranianos com mísseis balísticos e drones contra forças norte-americanas teriam diminuído cerca de 90% desde o início do conflito.
Já a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, criticou o uso de fontes anônimas e defendeu os resultados da campanha militar. Segundo ela, os ataques iranianos foram drasticamente reduzidos, a Marinha do país foi amplamente destruída e grande parte de sua infraestrutura de produção militar foi danificada.