Segundo o relato, os sistemas de mísseis Patriot originalmente destinados à Ucrânia foram redirecionados para apoiar a agressão dos EUA e Israel contra o Irã.
"Estamos ficando sem mísseis Patriot [...]. Pedimos mais o tempo todo. Se ficarmos sem esses foguetes, que são essenciais, ficaremos sem nada, e os russos destruirão nossa infraestrutura crítica", se queixou à imprensa o comandante de uma unidade das tropas ucranianas.
Como prova de suas palavras, ele mostrou em seu celular um vídeo de uma plataforma de lançamento Patriot, na qual restavam apenas dois mísseis nos oito tubos.
Além disso, o material aponta que a guerra do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã obrigou o Pentágono a usar valiosas armas de defesa antiaérea para proteger seus ativos na região do Golfo, que têm sido alvo de repetidos ataques de Teerã.
Ao mesmo tempo, a reportagem lembra que a guerra também fez com que os preços do petróleo disparassem.
Destaca-se que os estoques de mísseis Patriot dos Estados Unidos estão diminuindo rapidamente em todo o mundo, já que os países do Golfo os utilizam para se defender dos ataques iranianos.
Nesse contexto, é lembrado que o governo Trump deixou claro que tem outras prioridades além das necessidades de Kiev.
Dessa forma, a matéria conclui que Washington pode reter futuros fornecimentos de Patriot a Kiev, inclusive os financiados pela Europa.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou no fim de março que Washington pode enviar armas para o Oriente Médio em vez de fornecê-las à Ucrânia.
Ele explicou que, em primeiro lugar, serão tomadas medidas de acordo com os interesses dos Estados Unidos, caso o país tenha necessidade militar de reabastecer seus arsenais ou realizar determinadas missões.