A conversa ocorre em um momento crítico da guerra, marcado por ataques contra infraestrutura civil, industrial e energética iraniana.
Segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia, ambos os ministros enfatizaram que "é necessário interromper imediatamente ataques irresponsáveis e ilegais contra instalações civis, industriais e de infraestrutura energética".
Entre as preocupações centrais está a segurança de instalações sensíveis, como a usina nuclear de Bushehr, que opera sob garantias da Agência Internacional de Energia Atômica. Moscou alertou que qualquer dano a esse tipo de infraestrutura pode agravar ainda mais a instabilidade e gerar consequências internacionais imprevisíveis.
Além da condenação aos ataques, Lavrov e Araghchi também destacaram a importância de preservar os canais diplomáticos ainda existentes. De acordo com o comunicado, os dois chefes da diplomacia pediram que "sejam evitadas ações, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, que possam prejudicar as chances restantes de avanço dos esforços políticos e diplomáticos para resolver a crise".
No último sábado (4), o diretor-geral da corporação nuclear russa Rosatom, Aleksei Likhachev destacou que os acontecimentos na usina nuclear de Bushehr estão evoluindo conforme o cenário mais desfavorável.
"Infelizmente, os eventos estão se desenvolvendo de acordo com o cenário mais indesejado. Como se diz, nossos maus pressentimentos não nos enganaram. A escalada do conflito na região do Golfo Pérsico está gerando consequências diretas. Houve um impacto no sistema de proteção física da usina, e foi registrada a primeira morte de um funcionário", disse Likhachev a jornalistas.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanha de perto a situação na usina de Bushehr, com atenção especial às operações da instalação e à segurança dos cidadãos russos.