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Flávio Bolsonaro sugere fim de reeleição presidencial como cartada em busca de apoio ao Planalto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no início deste mês uma PEC que sugere o fim da reeleição presidencial. O movimento é percebido como forma de angariar apoio para o pleito de outubro, no qual o filho de Jair Bolsonaro tentará assumir o Palácio do Planalto.
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Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) protocolada por Flávio sinalizaria a lideranças políticas que o senador está disposto, se eventualmente eleito à Presidência, a não concorrer ao cargo em 2030. Consequentemente, isso abrirá espaço para que outros agentes possam concorrer ao posto no pleito seguinte.
Para a PEC entrar em vigor, é necessário que três quintos dos senadores e dos deputados federais aprovem a proposta, com dois turnos de votação em cada Casa. Todavia, há o entendimento de que são baixas as chances de um projeto do tipo ser aprovador no Congresso, em especial, por já haver propostas similares circulando tanto na Câmara como no Senado.
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Embora tudo indique que a proposta de Flávio não obterá sucesso, aliados do senador do PL acreditam que a PEC pode ser aprovada ainda no primeiro trimestre de 2027 caso o filho de Bolsonaro seja eleito. O grande trunfo desse projeto, na visão de apoiadores, é de que o eventual presidente vigente teria direito a concorrer a outros cargos na eleição posterior ao seu mandato.
Um dos grandes beneficiados com a pauta seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que escolheu a reeleição estadual, embora tivesse apoio de parte da direita para ser o candidato bolsonarista nas eleições deste ano. Caso vença em São Paulo neste ano, o caminho natural para o político fluminense seria o Planalto.

"É um gesto claro de desprendimento, porque Flávio está dizendo que a eleição dele não vai possibilitar uma reeleição. Ou seja, a visão que ele terá no exercício do mandato como presidente não vai levar em conta as próximas eleições, mas as próximas gerações", explicou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio.

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