Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) protocolada por Flávio sinalizaria a lideranças políticas que o senador está disposto, se eventualmente eleito à Presidência, a não concorrer ao cargo em 2030. Consequentemente, isso abrirá espaço para que outros agentes possam concorrer ao posto no pleito seguinte.
Para a PEC entrar em vigor, é necessário que três quintos dos senadores e dos deputados federais aprovem a proposta, com dois turnos de votação em cada Casa. Todavia, há o entendimento de que são baixas as chances de um projeto do tipo ser aprovador no Congresso, em especial, por já haver propostas similares circulando tanto na Câmara como no Senado.
Embora tudo indique que a proposta de Flávio não obterá sucesso, aliados do senador do PL acreditam que a PEC pode ser aprovada ainda no primeiro trimestre de 2027 caso o filho de Bolsonaro seja eleito. O grande trunfo desse projeto, na visão de apoiadores, é de que o eventual presidente vigente teria direito a concorrer a outros cargos na eleição posterior ao seu mandato.
Um dos grandes beneficiados com a pauta seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que escolheu a reeleição estadual, embora tivesse apoio de parte da direita para ser o candidato bolsonarista nas eleições deste ano. Caso vença em São Paulo neste ano, o caminho natural para o político fluminense seria o Planalto.
"É um gesto claro de desprendimento, porque Flávio está dizendo que a eleição dele não vai possibilitar uma reeleição. Ou seja, a visão que ele terá no exercício do mandato como presidente não vai levar em conta as próximas eleições, mas as próximas gerações", explicou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio.