Conforme publicado na coluna do jornalista Leonardo Sakamoto, no portal UOL, o projeto de lei deve ser enxuto para que não haja alterações quando chegar no Congresso. Por ser um projeto de lei enviado pela Presidência, no qual a palavra final retornará a Lula, a ideia é que não haja ações parlamentares que o desfigurem.
Há um entendimento por parte do Planalto de que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), elaborada pela Câmara ou pelo Senado, poderia sofrer pressão por parte do empresariado, contrario à redução da jornada de trabalho. A ação do governo federal também evita que o projeto se torne uma mudança parcial: escala 5x2, mas com as mesmas 44 horas semanais atuais.
Lula e aliados desejam que o projeto seja aprovado no primeiro semestre deste ano para que políticos possam aproveitar sua eventual aceitação como "carta" eleitoral para atrair votos, já que se trata de um projeto com grande aceitação e interesse popular.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no último mês, aponta que 71% dos eleitores apoiam o fim da escala 6x1. A redução da jornada também é abraçada por bolsonaristas (55%) e evangélicos (67%), o que indica empatia coletiva pelo assunto e sua aprovação.
Como o projeto de lei será enviado em regime de urgência constitucional, a Câmara dos Deputados e o Senado têm 45 dias cada para a votação. Caso as duas Casas não apreciem o projeto, a pauta do Congresso será travada.