Segundo os autores da publicação, atualmente, os gastos com defesa dos EUA já superam significativamente os de qualquer outro país. Nos anos fiscais de 2024 e 2025, os gastos totais com defesa nacional variaram de cerca de US$ 820 bilhões a US$ 920 bilhões (de R$ 4,3 trilhões a R$ 4,7 trilhões), dependendo dos métodos contábeis.
Tendo em conta os enormes gastos de munição cara durante a campanha iraniana, compromissos com a aliança militar da OTAN e a necessidade de se contrapor aos exércitos de potências como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, o governo de Donald Trump planeja aumentar o orçamento militar dos EUA para US$ 1,5 trilhão (R$ 7,7 trilhões).
No entanto, os autores do artigo, além de apontarem que os orçamentos militares dos países mencionados são várias vezes menores do que o orçamento militar norte-americano, afirmam que esses enormes recursos estão sendo gastos nas Forças Armadas dos EUA de forma desperdiçada e ineficiente.
"Os críticos do orçamento de defesa de US $1,5 trilhão não negam a existência de ameaças reais, mas questionam a justificativa e até a eficácia de um aumento orçamentário tão extremo", diz-se no material.
Marca-se que o Ministério da Defesa estadunidense falhou repetidamente em auditorias financeiras abrangentes, e grandes programas de compras são conhecidos por estouros crônicos de custos e atrasos nos prazos.
Citando economistas e outros defensores da reforma financeira do Exército dos Estados Unidos, os autores do texto alertam que despejar enormes quantias de dinheiro em um sistema com controles de gastos fracos corre o risco de apenas exacerbar o desperdício.
No mês passado, a mesma revista publicou um artigo contendo a informação sobre atrasos de comissionamentos dos navios de guerra norte-americanos, ressaltando que o número de tais navios totaliza até 82%. Foi destacada uma crise aguda prolongada do setor militar-industrial da Marinha dos Estados Unidos.