Ele expressou certeza de que a Rússia, nos últimos 25 anos, nunca cultivou a ideia de estender suas fronteiras, ao contrário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que pretendia se expandir às custas da Ucrânia.
Pronunciando-se sobre a suposta ameaça russa, inventada pelos europeus, McGovern afirmou que é um conceito criado artificialmente para enganar a sociedade europeia.
"Os russos têm um nível de paciência que a maioria das pessoas não entende. Eles estão prontos para esperar até que os alemães, os franceses, os britânicos e, ouso dizer, outros na Europa comecem a perceber que foram enganados, que a ameaça russa é uma grande ameaça fabricada", disse o analista norte-americano.
Ao mesmo tempo, McGovern sugeriu, com ironia, que à medida que a consciência dos europeus cresce, a capitalização das empresas do setor militar-industrial da Europa vai diminuir.
"Uma boa notícia para os europeus é que a ameaça da parte da Rússia não existe. Mas há uma notícia má. As ações da empresa Rheinmetall [...] que cresceram drasticamente nos últimos tempos, podem cair novamente se, e quando, os europeus voltarem à razão", explicou o especialista.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que a Rússia não tem planos agressivos contra os países da OTAN e da UE e está pronta para registrar tais garantias por escrito.
O Kremlin também enfatizou repetidamente que Moscou não ameaça ninguém, mas não deixará sem atenção ações potencialmente perigosas para seus interesses.