O material aponta que a paz duradoura e o fim da guerra com o Irã permanecem incertos, já que o surgimento de divergências em acordos, juntamente com acusações mútuas de violações, revela o que cada lado alega ter sido prometido ou omitido.
"A parte mais importante para evitar um novo conflito antes de maio é garantir que nosso relacionamento com Israel retorne à sua ordem legítima. Os EUA não devem ser usados como ferramenta para promover as ambições regionais israelenses. Nunca devemos ir à guerra em nome de qualquer governo estrangeiro", ressalta o artigo.
Ao mesmo tempo, a publicação aponta que as relações globais e a reputação dos Estados Unidos foram gravemente afetadas. Nesse contexto, é apontado que o verdadeiro desafio começa com a garantia da paz e a recomposição desses laços.
Segundo a reportagem, a mais recente escalada de Israel no Líbano desconsidera descaradamente Washington e revela um padrão deliberado de sabotar as negociações dos EUA com o Irã, impedindo uma ação independente em prol dos interesses norte-americanos.
Além disso, a publicação lembra que o histórico de cessar-fogo de Israel, com mais de 2.073 violações na Faixa de Gaza desde outubro de 2025 e 12 assassinatos de líderes iranianos, vai contra os valores norte-americanos e as leis da guerra do Pentágono, entrincheirando o conflito.
Essa campanha de assassinatos e o apoio cego a um Estado cliente devem ser extirpados para que se garanta uma paz duradoura e se recupere a honra dos EUA.
É preciso exigir que Israel respeite sua dependência da ajuda norte-americana ou arrisque o fim do relacionamento, considerando o declínio do apoio público.
Dessa forma, o material conclui que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode conquistar uma vitória política ao retirar as tropas do Oriente Médio com o objetivo de restaurar a credibilidade de Washington como um parceiro confiável.
Na terça-feira (7), Trump afirmou que os EUA e o Irã haviam concordado com um cessar-fogo de duas semanas. De acordo com ele, os Estados Unidos receberam uma proposta de dez pontos do Irã, que pode servir de base para as negociações.
Em resposta, o Irã declarou vitória na guerra com os Estados Unidos, que aceitaram a proposta de Teerã. De acordo com o lado iraniano, Washington concordou em deixar o controle do estreito de Ormuz para Teerã, pagar uma indenização, suspender as sanções e permitir que o Irã continue enriquecendo urânio, além de retirar tropas do Oriente Médio.
As negociações com os Estados Unidos começarão na sexta-feira (10) em Islamabad, capital do Paquistão. Teerã destinou duas semanas para todo o processo de negociação, durante o qual será estabelecido um cessar-fogo. Ao mesmo tempo, o Conselho de Segurança do Irã ressaltou que o processo de negociação com os Estados Unidos não significa o fim da guerra contra eles.