Panorama internacional

Mídia: Trump concordou em incluir o Líbano no cessar-fogo, mas voltou atrás

O presidente dos EUA, Donald Trump, inicialmente concordou em incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, mas depois mudou de ideia, informou um canal de TV norte-americano nesta quinta-feira (9), citando fontes diplomáticas.
Sputnik
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também acreditavam que o Líbano estivesse incluído, segundo a reportagem da CBS News.
Israel também concordou com os termos iniciais, mas depois que Trump conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, a situação mudou, acrescentou a mídia, citando fontes.
Mais cedo naquele dia, Trump afirmou ter pedido a Netanyahu que restringisse os ataques ao Líbano em meio às negociações com o Irã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Araghchi, declarou nesta quinta-feira (9) que os Estados Unidos estão violando seus próprios compromissos antes do início das negociações com o Irã.
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Na noite de terça-feira (7), Trump afirmou ter concordado com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. O Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano declarou, posteriormente, que Teerã iniciaria negociações com os EUA na sexta-feira (10), na capital paquistanesa, Islamabad. Araghchi, na quarta-feira (8), disse que o estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, derivados e gás natural liquefeito, seria reaberto.
Ao mesmo tempo, aviões de guerra e artilharia israelenses atacaram mais de uma dezena de assentamentos no sul do Líbano. Trump afirmou que o fim dos ataques israelenses ao Líbano não estava previsto no acordo com o Irã devido ao Hezbollah. O Irã, no entanto, considerou isso uma violação do cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã.
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