Panorama internacional

Mídia explica por que OTAN será impotente no caso da retirada dos EUA do bloco por Trump

A guerra no Irã intensificou as divisões dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), levantando questionamentos sobre sua viabilidade a longo prazo, informa a agência de notícias Al Jazeera.
Sputnik
A agência salienta que a recusa dos aliados da OTAN em participar da guerra do presidente estadunidense Donald Trump contra o Irã ampliou as fraturas da aliança para um nível sem precedentes.
Segundo a matéria, especialistas afirmam que a Aliança Atlântica não pode mais adiar uma questão central exposta pela crise no Oriente Médio: a aliança transatlântica pode sobreviver, especialmente se os EUA se retirarem?

"Não haverá retorno aos negócios como de costume na OTAN, nem durante esta administração dos EUA nem na próxima. [A aliança] está mais perto de uma ruptura do que jamais esteve", ressalta a publicação.

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Nesse contexto, é apontado que Trump não pode retirar os Estados Unidos da aliança por capricho, mas pode criar problemas para o bloco.
Em particular, os EUA não são legalmente obrigados a defender militarmente os aliados da OTAN em caso de ataque, já que o Artigo 5 determina a defesa coletiva, mas não exige uma resposta automática.
Dessa forma, o material destaca que persistem dúvidas sobre a disposição de Washington em intervir.
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Além disso, Washington poderia retirar seus cerca de 84.000 soldados da Europa, realocar bases em nações não cooperativas para outras de apoio, como Trump sugeriu durante as tensões com o Irã.
Ou o presidente dos EUA poderia simplesmente fechar instalações e interromper a coordenação, minando severamente a OTAN sem sair formalmente da aliança.
Apenas a ameaça de tal desengajamento já enfraqueceu a credibilidade da aliança, dada a forte dependência da Europa das garantias de segurança dos EUA desde o início da OTAN.
Ao mesmo tempo, principais vulnerabilidades incluem capacidades limitadas de ataque profundo, inteligência, ativos baseados no espaço, logística e defesa aérea integrada.
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Então, preencher essas lacunas pode levar uma década ou mais e custar cerca de US$ 1 trilhão (R$ 5,4 trilhões) para replicar as principais forças dos EUA.
Dessa forma, o material conclui que os aliados europeus dos EUA enfrentarão obstáculos como a produção lenta de defesa e os déficits de recrutamento na Europa.
Anteriormente, a mídia ocidental informou que a OTAN reconhece que o conflito no Oriente Médio dividiu os membros europeus da aliança e alguns países da União Europeia temem que as decisões tomadas frustrem os esforços dos EUA para não retirar suas tropas da Europa.
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