Na avaliação de Freeman, o acordo de cessar-fogo com o Irã foi elaborado de maneira desajeitada e fracassou rapidamente.
"O conflito persiste devido à incapacidade dos Estados Unidos de conter a agressão israelense no Líbano, conforme previsto pelo Irã nos dez pontos [da versão do acordo apresentada por Teerã], que, como se esperava, deveriam servir de base para as negociações", ressaltou.
Além disso, ele salientou que os Estados Unidos não consultaram nem Israel nem os países do golfo Pérsico antes de concordarem com esse cessar-fogo.
Portanto, o especialista concluiu que Israel não concordou com o acordo entre os EUA e o Irã, então o conflito continua se agravando.
Na quarta-feira (8), o Exército de Israel anunciou que estava realizando ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute, com os bairros centrais da capital libanesa sendo alvos dos ataques.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, os intensos ataques aéreos de Israel contra Beirute, seus subúrbios e povoados no sul do Líbano resultaram em 182 mortes e 890 feridos.
Na madrugada do mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que havia sido alcançado um acordo com o Irã para um cessar-fogo de duas semanas.
Posteriormente, o lado iraniano declarou a reabertura do estreito de Ormuz, pelo qual passam cerca de 20% dos fornecimentos mundiais de petróleo, derivados e gás natural liquefeito.
Ao falar sobre a situação no Líbano, Trump afirmou que a cessação dos ataques de Israel a esse país não foi incluída no acordo de cessar-fogo com o Irã, devido ao movimento xiita Hezbollah.