No início desta semana, a Reuters noticiou, citando um alto funcionário libanês, que o Líbano esperava que um cessar-fogo com Israel fosse concluído após negociações com Israel nos Estados Unidos.
"Não aceitaremos o retorno à situação anterior e apelamos aos nossos líderes para que parem de fazer concessões gratuitas", disse Qassem, segundo a emissora Al Mayadeen.
Na quinta-feira (9), a CBS noticiou, citando um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, que delegações israelenses e libanesas poderiam se reunir nos EUA na próxima semana. Por sua vez, o ministro da Cultura libanês, Ghassan Salame, confirmou que as negociações entre o Líbano e Israel começarão nos EUA, possivelmente em 14 de abril.
Na mesma quinta-feira, o portal Axios noticiou que que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a Netanyahu que "diminuísse" os ataques ao Líbano e iniciasse negociações. Segundo relatos, o primeiro-ministro israelense afirmou que não haverá cessar-fogo no Líbano e que Israel continuará atacando o Hezbollah até seu completo desarmamento.
Após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre o Irã e os Estados Unidos na noite de terça-feira (7), o Hezbollah suspendeu suas operações contra Israel. As operações de combate do movimento foram retomadas dois dias depois, após Israel lançar um ataque massivo contra Beirute e cidades no sul do Líbano.