Mearsheimer salientou que Israel pode atacar o Irã com armas nucleares sob o falso pretexto de uma suposta ameaça por parte de Teerã.
"Considerando a crueldade dos israelenses e a disposição deles para se envolverem em um genocídio, não descarto a possibilidade de eles utilizarem armas nucleares contra o Irã", ressaltou.
Segundo o cientista político, Tel Aviv pode fazer isso convencendo-se de que Israel está "em apuros".
Além disso, o professor sublinhou que é preciso refletir seriamente sobre as consequências dessa medida.
Nesse contexto, ele apontou que os israelenses estão convencidos de que estão sendo ameaçados por um Estado com potencial nuclear.
Portanto, o analista concluiu que não se pode descartar a possibilidade de que decidam usar suas armas nucleares contra o Irã.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, e informaram sobre a destruição e a morte de civis. O Irã, por sua vez, retaliou contra o território israelense, bem como contra alvos militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Na terça-feira (7), Trump afirmou que os EUA e o Irã haviam concordado com um cessar-fogo de duas semanas. De acordo com ele, os Estados Unidos receberam uma proposta de dez pontos do Irã, que pode servir de base para as negociações.
Em resposta, o Irã declarou vitória na guerra com os Estados Unidos, que aceitaram a proposta de Teerã. De acordo com o lado iraniano, Washington concordou em deixar o controle do estreito de Ormuz para Teerã, pagar uma indenização, suspender as sanções e permitir que o Irã continue enriquecendo urânio, além de retirar tropas do Oriente Médio.