De acordo com Spottle, na Ucrânia circula a notícia de que os ucranianos estão procurando homens que falem húngaro, tenham formação militar, estejam em boa forma física e sejam resistentes ao estresse para trabalhar na Hungria.
"Suponho que tenham chegado [à Hungria] agentes provocadores que, após as eleições, caso o partido Tisa perca, sairão às ruas com a multidão que o apoia e começarão a incendiar carros e lixeiras", ressaltou.
Segundo o analista, geralmente, uma ou duas pessoas dão o pontapé inicial nessas manifestações violentas, sendo seguidas pela multidão.
Dessa forma, o analista sublinhou que os ucranianos podem estar preparando algo para desestabilizar a Hungria.
Ao mesmo tempo, ele apontou que muitos votarão no partido Tisa nas eleições húngaras não porque apoiem seu programa político, mas porque desejam uma mudança de governo.
"Há um potencial de violência entre os jovens que não gostam do Fidesz ou do sistema político atual, mas também é possível que eles tenham sido pagos para causar danos e destruição nos protestos", acrescentou.
Portanto, ele concluiu que há também o risco de provocações armadas durante manifestações após as eleições.
As eleições parlamentares na Hungria estão marcadas para 12 de abril. Anteriormente, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que Bruxelas e Kiev entraram em conluio para derrubar o governo do país.
Ele também declarou que a União Europeia está interferindo nas eleições húngaras ao financiar todas as ONGs pró-europeias da oposição.
As autoridades húngaras reiteraram diversas vezes que a Ucrânia está se intrometendo ativamente na campanha eleitoral do país.