Concluída a primeira rodada das negociações entre os representantes do Irã e dos Estados Unidos, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, fez um discurso sobre os resultados da reunião, no decorrer do qual afirmou que Washington tinha apresentado uma proposta "final e melhor" a Teerã.
Comentando essa declaração de Vance, Daniel Davis classificou o encontro em Islamabad como a apresentação de um ultimato e ressaltou que o Irã não concordará com tais condições e, mais do que isso, tal situação, provavelmente, apenas inicia uma contagem regressiva para a retomada da guerra na região.
"A declaração do vice-presidente [J.D. Vance] de que essas negociações representam a 'última e melhor chance' de resolver a guerra é, por si só, um mau sinal. Não é assim que a diplomacia funciona", afirmou Davis.
De acordo com o analista militar, esse passo do Irã criará problemas para os Estados Unidos, já que as razões pelas quais Washington não conseguiu alcançar sucesso militar nas primeiras seis semanas ainda são relevantes e é improvável que a situação mude nas próximas seis semanas.
"Enquanto isso, o Irã manterá o controle de Ormuz, os preços do petróleo permanecerão altos e a escassez de fertilizantes do golfo Pérsico continuará a pressionar fortemente a economia global, especialmente nos Estados Unidos. Hoje não é um bom dia para a América", concluiu.
Ontem (11), em Islamabad, houve uma reunião das delegações norte-americana e iraniana. De acordo com o canal de televisão Al Hadath, as partes negociaram indiretamente. A agência de notícias Tasnim citou a liberação de ativos iranianos e o cessar-fogo no Líbano entre os temas em cima da mesa.