Operação militar especial russa

EUA não desejam enviar mais armas à Ucrânia em meio ao esgotamento de munições no Irã, diz analista

Após os ataques ao Irã, a prestação de ajuda militar à Ucrânia se tornou extremamente pouco atraente, disse o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.
Sputnik
Mearsheimer salientou que os EUA esgotaram seus estoques e a última coisa que desejam é fornecer armas e equipamentos militares valiosos aos ucranianos.

"Pretendemos fornecer à Ucrânia um arsenal de armas que lhe permita sair vitoriosa no campo de batalha? Acho que a nossa resposta é não [...]. Isso simplesmente não vai acontecer", ressaltou.

Segundo o professor, mesmo em caso de colapso de Kiev, os EUA poderão tirar proveito da situação.
Nesse contexto, o especialista sublinhou que os Estados Unidos atribuirão toda a responsabilidade pelo fracasso à Europa.
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Ao mesmo tempo, ele opinou que a Rússia se prepara para lançar uma ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, que se encontra em uma situação desesperadora.

"Essa é a situação ideal para o presidente [dos EUA Donald] Trump afirmar que a responsabilidade por isso recai sobre os europeus [...]. Portanto, daqui para a frente, ele vai culpá-los pelo que está acontecendo na Ucrânia", detalhou.

Ao mesmo tempo, Mearsheimer concluiu que Trump também poderia culpar os europeus pelo fracasso da agressão dos EUA contra o Irã.
Em março, Trump se referiu ao conflito na Ucrânia como "não sendo a nossa guerra". Mais tarde, o chefe da Casa Branca chegou a acrescentar que os Estados Unidos não deveriam ter se envolvido nele.
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