Panorama internacional

Irã mobiliza forças navais em resposta ao bloqueio dos EUA no estreito de Ormuz

Após fracasso de negociações no Paquistão, Teerã eleva prontidão militar e alerta que navios de guerra estrangeiros serão "tratados com severidade" no estreito estratégico.
Sputnik
Após o anúncio do presidente Donald Trump de "bloquear todos os navios" que tentarem sair ou entrar do estreito de Ormuz neste domingo (12), o Irã mobilizou forças especiais navais ao longo de sua costa sul e elevou o nível de prontidão militar, em resposta ao aumento das tensões com os Estados Unidos e ao fracasso das negociações diplomáticas realizadas em Islamabad, Paquistão.
A mídia estatal iraniana informou neste domingo que unidades de elite foram posicionadas em áreas costeiras estratégicas, com o objetivo de conter qualquer possível infiltração inimiga e preparar o país para um cenário de confronto mais amplo, inclusive com a possibilidade de uma incursão terrestre por forças americanas.
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A mobilização ocorre paralelamente à escalada retórica entre Teerã e Washington. Trump afirmou que a Marinha dos EUA passará a interceptar embarcações no estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo, por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás globais. A medida, segundo autoridades iranianas, pode ser interpretada como um ato de guerra.
Em resposta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) advertiu que qualquer embarcação militar estrangeira que se aproxime da região "sob qualquer pretexto" será considerada uma violação do cessar-fogo e "tratada com severidade".
Teerã reforçou que mantém controle sobre a hidrovia e que sua utilização segue aberta apenas para navios civis que cumpram as regras estabelecidas pelo país.
O endurecimento militar acontece após o colapso das negociações mediadas pelo Paquistão, que não conseguiram avançar devido a impasses sobre o programa nuclear iraniano, o controle de Ormuz e garantias de cumprimento de compromissos por parte dos EUA. Sem previsão de novos encontros, o cenário aponta para uma nova fase de instabilidade na região.
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