Panorama internacional

'Nem guerra, nem paz': analista prevê 3 cenários após fracasso das negociações no Paquistão

A saída das delegações do Irã e dos Estados Unidos da capital paquistanesa Islamabad hoje (12), sem chegar a um acordo após longas negociações, introduz o conflito na região em uma nova fase de escalada, afirmou à Sputnik o especialista egípcio em combate ao terrorismo internacional e guerra de informação Hatem Saber.
Sputnik
O especialista egípcio disse que o fracasso das negociações foi causado não apenas por diferenças entre as partes, mas também por um choque direto das "linhas vermelhas" de ambos os lados.
Saber explicou que os norte-americanos queriam impor condições estritas relacionadas com a abertura do estreito de Ormuz e os desenvolvimentos nucleares do Irã, com base em sua "mais recente e melhor proposta", enquanto a delegação iraniana conseguiu manter a sua posição firme defendendo sua soberania sobre o estreito.
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A falta do entendimento entre os negociadores leva toda a região do Oriente Médio para uma "encruzilhada crucial" que propõe três caminhos diferentes. Entenda-os a seguir:
1.
Após o fracasso negocial, o Irã e os Estados Unidos podem retornar às operações militares "cirúrgicas" e aos ataques mútuos direcionados aos nós do poder sem entrar em um confronto em grande escala. Ao mesmo tempo, as Forças Armadas estadunidenses tentarão romper o bloqueio do estreito de Ormuz, ao que o Irã pode responder com minas navais ou drones;
2.
De acordo com a segunda previsão do especialista, a saída das delegações pode revelar-se uma "manobra táctica", seguida de uma escalada de curto prazo, mas intensa no terreno, para melhorar as posições negociais. Após isso, as partes regressarão à mesa de negociações com uma nova mediação sino-paquistanesa;
3.
No terceiro cenário, as tenções na região poderiam levar a uma "explosão de grande escala", ou seja, a uma guerra abrangente que incluiria ataques contra o território iraniano. Saber ressalta que esse caminho traz enormes riscos para a economia global, o que forçará grandes potências como a China a exercer pressão para impedi-lo.
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"A região caminha para o período de uma situação de 'nem paz nem guerra', onde mísseis e drones falarão em vez dos diplomatas, esperando 'quem piscará primeiro' sob a pressão de perdas econômicas ou no terreno", afirmou Saber.

Ele também observou que uma transformação imediata do confronto em uma guerra regional global ou abrangente é improvável, mas não descartou uma "expansão qualitativa" através da ativação das "forças proxy" regionais do Irã para aliviar a pressão na frente doméstica, com a concentração das hostilidades nos corredores aquáticos do mar da Arábia e do golfo Pérsico.
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