Milhões de peruanos foram às urnas desde as primeiras horas da manhã neste domingo (12) para eleger o novo presidente da República, além de vice-presidentes, congressistas e representantes ao Parlamento Andino, em uma eleição que mobiliza mais de 27 milhões de eleitores e definirá o governo para os próximos cinco anos.
Apesar da grande participação, o processo eleitoral foi marcado por atrasos na instalação de mesas de votação em diferentes regiões do país. Em Lima e outros pontos, eleitores relataram que não puderam votar no horário previsto devido à chegada tardia de materiais eleitorais, o que gerou filas, reclamações e preocupações sobre a organização do pleito.
Diante da situação, a Junta Nacional de Justiça informou que solicitará a abertura de investigações disciplinares por possível descumprimento das normas da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
O tema também repercutiu no cenário político: o partido Fuerza Popular, da candidata Keiko Fujimori, pediu a ampliação do horário de votação até as 19h (21h, horário de Brasília).
Apesar das falhas, autoridades eleitorais rejeitam qualquer suspeita de fraude. O chefe da ONPE, Piero Corvetto, afirmou que "não há possibilidade alguma" de irregularidades no sistema eleitoral peruano, destacando a atuação conjunta de instituições que garantem transparência e integridade no processo.
Com um número recorde de 35 candidatos à presidência e a exigência de ao menos uma mulher em cada chapa, o Peru vive uma eleição inédita. Caso nenhum candidato alcance a maioria necessária, um segundo turno está previsto para o dia 7 de junho.