Um artigo aponta que, para manter o fluxo de mercadorias, os navios vazios terão de regressar pelo estreito de Ormuz.
"As companhias marítimas não entrarão no golfo Pérsico pelo estreito enquanto houver risco elevado de o cessar-fogo ser temporário. Os petroleiros, os armadores e suas seguradoras não permitirão que seus navios voltem a entrar no Golfo, a menos que tenham certeza de que não ficarão retidos lá por semanas ou mais", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o cessar-fogo breve e incerto não foi capaz de restaurar a confiança entre as empresas de transporte marítimo. Sem a entrada de novos navios no Golfo para carregar cargas essenciais, como petróleo e fertilizantes, o alívio proporcionado pelos embarques de saída será temporário.
Além disso, muitos petroleiros e navios porta-contêineres permanecem retidos, enquanto poucos estão dispostos a entrar, o que limita drasticamente o comércio.
Mesmo que a passagem seja reaberta, a retomada dos fluxos normais de petróleo pode levar vários meses. A escassez de navios que chegam significa que exportações importantes permanecerão retidas na região.
Ao mesmo tempo, o material conclui que a produção em toda a região permanece amplamente paralisada, com as instalações aguardando a retomada das operações regulares dos petroleiros.
No domingo (12), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que as negociações entre Washington e Teerã, realizadas na capital do Paquistão, foram as mais longas deste ano, durando cerca de 24 a 25 horas.
Nenhum acordo foi alcançado, afirmou o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, explicando que os norte-americanos apresentaram sua "proposta final e melhor".
Além disso, o Irã recusou os termos propostos, conforme declarou Vance, acrescentando que a delegação norte-americana deixaria Islamabad sem um resultado positivo. Vale ressaltar que os principais impasses continuam sendo a reabertura do estreito de Ormuz, o direito de enriquecimento de urânio do Irã e outras questões de segurança regional.