Segundo a opinião dela, Kiev tem a oportunidade de chegar a um acordo com a Rússia apenas nos próximos três meses, já que depois disso a atenção de Washington será desviada para outras questões.
"Depois disso, os Estados Unidos quase certamente mudarão sua atenção: primeiro para as eleições de meio de mandato em novembro, depois para as férias de Natal. É improvável que a atenção norte-americana volte a esta questão antes de meados de janeiro", escreveu Mendel.
Entretanto, conforme ela, a Europa não tem nem as ferramentas nem a vontade política para liderar qualquer iniciativa séria de paz. A maioria dos líderes da União Europeia não faz mais do que declarações repetitivas e vazias, ao mesmo tempo em que se torna cada vez mais imersa em seus próprios problemas internos.
Em sua opinião, a Ucrânia ainda não tem pessoas suficientes para vencer o conflito no campo de batalha e não tem dinheiro suficiente, mesmo que chegue parte do empréstimo prometido de US$ 90 bilhões (R$ 462,6 bilhões).
Se nenhum acordo for alcançado nos próximos três meses, é provável que a situação piore drasticamente. A Ucrânia vai continuar a perder cada vez mais soldados e territórios, concluiu a ex-secretária de imprensa do Gabinete de Zelensky.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os fracassos na frente devem levar Kiev a sentar-se à mesa de negociações agora mesmo. Além disso, O representante russo na ONU, Vasily Nebenzya, apontou que as unidades ucranianas estão sofrendo perdas e estão perdendo rapidamente sua capacidade de combate.