Panorama internacional

Hezbollah chama de absurdo declarações da Ucrânia sobre ajuda a Israel na luta contra Irã

As declarações da Ucrânia sobre sua prontidão em ajudar Israel e os países da região na luta contra o Irã e contra os movimentos de resistência são absurdas, pois Kiev não é capaz de se ajudar a si mesma, disse à Sputnik o vice-chefe do Conselho Político do Hezbollah, Mahmoud Komati.
Sputnik
Comentando as declarações da Ucrânia sobre o desejo de apoiar e treinar forças na região, incluindo as tropas dos Estados Unidos, para se opor ao Irã e às forças que o apoiam, Komati assegurou que tais apelos são falsos, já que a Ucrânia não pode defender sua própria soberania.

"A Ucrânia não pode defender a si mesma, não pode defender a sua soberania. Como ela pode se envolver em um confronto com a força de resistência ou com o Irã? É um absurdo", disse Komati.

Ele afirmou que Hezbollah considera a Ucrânia e Israel como aliados. No contexto do confronto entre a Rússia e a Ucrânia, Komati afirmou que o Hezbollah apoia Moscou, porque a Europa usa a Ucrânia para prejudicar a força e a política russa no continente e no mundo.
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Posição da Rússia na resolução do conflito no Oriente Médio

Segundo Komati, Hezbollah espera que a Rússia, graças às suas ligações com o Irã, muitos outros países árabes e o Líbano, possa desempenhar seu papel na região para a resolução do conflito iraniano. Hezbollah avalia positivamente a política de Moscou na região e seu compromisso com o direito internacional, acrescentou Komati.

"Mas, infelizmente, os Estados Unidos criam obstáculos para qualquer papel russo. Ao mesmo tempo, hoje os Estados Unidos e Trump, em particular, se dirigiram à Rússia para influenciar o Irã através dela e conseguir um cessar-fogo. Mais cedo ou mais tarde, eles precisarão da Rússia", disse Komati.

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EUA tentaram envolver Síria no conflito contra Líbano

O vice-chefe do Conselho Político do Hezbollah afirmou que Washington tentou pressionar as autoridades sírias para abrir uma frente no leste e no norte do Líbano, mas Damasco entende que isso não corresponde aos seus interesses.
Segundo o político, hoje a liderança síria enfatiza que quer manter boas relações de vizinhança e não ser arrastada para o conflito. Ele também disse que o Hezbollah não pretende intervir nos assuntos internos da Síria e o povo libanês apoia o povo sírio no contexto da pressão de Washington.
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"Mas nós não sabemos ao que o aumento da pressão norte-americana, essa pressão 'diabólica' norte-americana e israelense sobre a Síria, pode levar, através de ameaças e promessas, para forçá-la a desempenhar um papel no Líbano, nós não sabemos qual decisão a liderança síria tomará no final", disse Komati.

Abordando a questão das relações do Hezbollah e do Exército libanês com o governo do país, Komati afirmou que os militares do Líbano atuam agora de maneira mais sábia. Ele garantiu que nem o governo, nem qualquer outra força conseguirá desarmar o Hezbollah e suas unidades militares no Líbano.
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