Em conversa com a Fox News, Vance relatou que, ao contrário da visão pessimista da mídia, o encontro com a delegação iraniana em Islamabad no sábado (11) não foi um fracasso.
"Fizemos muito progresso, mas também deixamos claro quais os termos em que os EUA poderiam fazer alguma concessão e quais coisas precisávamos ver para que o presidente dos EUA sentisse que este era um bom acordo."
Dentre eles está o comprometimento de Teerã em não desenvolver armas nucleares, um temor norte-americano diante do programa nuclear iraniano que nunca foi comprovado. Para isso, a Casa Branca pede que todo material enriquecido seja retirado do Irã.
"Precisamos de um compromisso definitivo deles de não desenvolver uma arma nuclear."
Outro ponto em que Vance tocou durante a entrevista foi sobre o estreito de Ormuz. Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, o Irã deve reabrir completamente a passagem para que as negociações continuem em vigor.
"Não vimos essa reabertura completa, então nossa expectativa é que os iranianos continuem a progredir na abertura do estreito de Ormuz. E, se não o fizerem, isso mudará fundamentalmente a negociação que temos com eles."
Sobre uma nova rodada de conversas, Vance se esquivou e disse que essa pergunta deveria ser feita ao governo de Teerã.
"Acho que, fundamentalmente, essa é uma pergunta que deve ser feita aos iranianos, porque a decisão está realmente nas mãos deles."
No sábado (11), o Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Islamabad, capital do Paquistão, após o presidente Donald Trump anunciar que havia chegado a um acordo com Teerã sobre um cessar-fogo de duas semanas.
Na manhã de domingo (12), o chefe da delegação americana, Vance, anunciou que o Irã e os Estados Unidos não conseguiram chegar a um acordo durante as negociações e que a delegação americana retornaria para casa.