Segundo Rodríguez, os entendimentos incluem a troca de ativos envolvendo um campo de gás por participação no bloco petrolífero Ayacucho 8, que será integrado à produção da empresa mista Petropiar, operada em conjunto com a Chevron. A medida deve permitir avanços relevantes na capacidade produtiva do país.
A dirigente destacou ainda que os recursos gerados pelas novas parcerias serão direcionados para benefícios compartilhados entre os povos da Venezuela e dos Estados Unidos.
Durante a cerimônia no Palácio de Miraflores, Rodríguez voltou a defender o fim das sanções contra o país, argumentando que a medida é essencial para garantir segurança jurídica e atrair investimentos de longo prazo no setor energético.
Por sua vez, o representante da Chevron, Javier La Rosa, afirmou que as empresas mistas formadas com a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) concentram atualmente a maior parte da produção de petróleo do país. La Rosa ressaltou que a companhia busca consolidar sua atuação como parceira estratégica com visão de longo prazo.
Segundo o dirigente, a assinatura dos acordos marca o início de uma nova etapa nas relações entre a Chevron e o setor petrolífero venezuelano.
Os entendimentos ocorrem em meio à retomada das relações entre Caracas e Washington, restabelecidas em março, e fazem parte de uma agenda bilateral que inclui a flexibilização de restrições, a comercialização de petróleo e a ampliação da participação de empresas estrangeiras no setor de hidrocarbonetos. Enquanto isso, o sequestro do presidente Nicolás Maduro completa 101 dias.