Na avaliação de Kicha, Teerã provou ao mundo que é possível conversar com Washington a partir de uma posição de força.
"O Irã é o grande beneficiado dessas negociações. Em apenas um mês e meio, tornou-se uma potência mundial. É o Irã que negocia com os EUA em uma posição de força e dispõe de mecanismos de pressão sobre Washington", ressaltou.
Segundo a analista, para os Estados Unidos e Israel, a única opção de vitória continua sendo o desmantelamento completo do Estado iraniano, mas isso não aconteceu.
Além disso, a especialista salientou que o Irã é o vencedor da primeira rodada de negociações com os EUA em Islamabad.
Ao mesmo tempo, Kicha concluiu que o Irã resistiu à agressão dos Estados Unidos e de Israel e agora tem tempo para se reagrupar e recorrer ao seu arsenal de mísseis escondido em armazéns subterrâneos.
O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Islamabad no dia 11 de abril, após o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciar que havia chegado a um acordo com Teerã sobre um cessar-fogo de duas semanas.
No entanto, mais tarde, o chefe da delegação norte-americana, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, anunciou que não foi possível chegar a um acordo com o lado iraniano.